Inner Project

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Bruno Miguel dos Santos Mendes da Silva
bsilva@ciac.pt

Filipa Cerol Martins

Mirian Estela Nogueira Tavares
mtavares@ciac.pt

Sílvia Vieira

The Inner Project é um colectivo de Videoarte que tem como principal objectivo geral estreitar a relação entre Ciência e Arte. Ao longo da história, este vínculo tem vindo a ter diferentes perspectivas, umas divergentes e outras complementares, dependendo da percepção do mundo de cada época, que é evidenciada por transformações na produção, no pensamento e no olhar em relação às coisas.

A tecnologia tem, inevitavelmente, neste projecto, um papel fundamental de confluência destas duas áreas à partida tão díspares, funcionando como uma ponte que fomenta a complementaridade entre elas, procurando, antes de mais, encontrar pontos de influência recíproca e, numa segunda instância, experimentar as possibilidades estéticas das tecnologias médicas. A faceta de laboratório de pesquisa do Inner Project, apesar de fundamental, tem, no entanto, enquanto objecto de investigação um campo muito específico e delimitado: o interior do corpo humano.

Outra directriz fundamental deste projecto é a exploração do antigo prazer escopofílico humano em relação ao seu lado visceral. Para satisfazer tão antiga curiosidade, The Inner Project utiliza as mais recentes tecnologias médicas, tais como as afamadas nanocapsulas ou as já clássicas endoscopias. O resultado, até agora, tem-se encontrado algures entre o repulsivo e o erótico, embora seja intenção do colectivo enveredar por caminhos ainda mais experimentais, no sentido de encontrar sensações de visualização completamente inesperadas.

Finalmente, o colectivo pretende debruçar-se sobre uma questão fundamental e inseparável da ideia de interior do corpo humano: o tempo.

O objectivo específico do projecto prende-se, portanto, com a representação do interior do corpo humano. Tendo como base de trabalho principal o vídeo, foi desenvolvida uma estratégia que se divide em duas fases principais: uma primeira, que assenta numa política ecológica de reutilização de material audiovisual médico e uma segunda, em que o colectivo irá manusear determinadas ferramentas médicas, na procura de um maior controlo da captação de imagens. Nesta segunda fase, a possibilidade de interacção entre as obras e o espectador, ou seja entre o homem e o seu interior, avizinha-se fundamental.

Ambas as fases concentram-se na análise e reflexão do relacionamento íntimo entre som e imagem, sobretudo na mecânica de produção de novos significados e novos conceitos que surgem desta associação audiovisual.

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