Podemos encontrar em Fátima de A a Z francas semelhanças com o filme Carlos de Oliveira, sobre o Lado Esquerdo: trata-se novamente de documentar uma pessoa com a qual a realizadora partilha um universo de afectos e que é, também, escritora portuguesa.
São intercaladas entrevistas com Maria Velho da Costa,gravadas em sua casa, com excertos da sua obra – os excertos são representados pela actriz Lia Gama: a título de exemplo citaremos aqui a passagem referente à obra Casas Pardas: sob a voz previamente gravada da actriz (discurso em off), Lia Gama, que é parcialmente e parcamente visível – como se estivesse enclausurada numa redoma rectangular e de um material baço que lhe deforma os contornos – movimenta-se pelo espaço como se de uma performance se tratasse.


