É numa contaminação de mundos, entre o fabricado e o existente, que Aquele Querido Mês de Agosto se constrói. Num primeiro acto apresenta-se o Portugal serrano durante as festas populares de Verão, sendo aldeias como Arganil, Góis, Oliveira do Hospital ou Tábua apresentadas enquanto lugares que, como todos os outros, têm histórias para ser contadas. Num segundo acto, somos introduzidos no mundo dos três protagonistas: Sónia Bandeira, jovem dedicada à vigia florestal nas férias de Verão; Fábio Oliveira, jogador inveterado de hóquei em patins e aluno exemplar; e Joaquim Carvalho, director de produção do próprio filme que acabou por não assumir o cargo. Curiosa passagem para um terceiro acto em que, gradualmente, os três protagonistas de situações verídicas se metamorfoseiam em personagens de ficção: Sónia Bandeira transforma-se em Tânia, súmula de candura e fragilidade; Fábio Oliveira no determinado primo Hélder – com quem Tânia irá viver uma história de amor proibida – e Joaquim Carvalho transfigura-se em Domingos, pai de Tânia, homem amargurado por um passado no qual viu a sua mulher ser raptada por alienígenas, que no seu olhar perdido prefere dizer que foi abandonado a ser encarado como louco.
Argumento:
Miguel Gomes
Mariana Ricardo
Telmo Churro
Produção:
Luís Urbano
Direcção de Fotografia:
Rui Poças
Direcção de Som:
Vasco Pimentel
Montagem:
Telmo Churro
Miguel Gomes
Direcção Artística:
Bruno Duarte
Actores principais:
Sónia Bandeira
Fábio Oliveira,
Joaquim Carvalho
Distribuição:
O Som e a Fúria


